Se há coisas que as palavras nunca conseguem descrever, a sensação de fazer voluntariado é uma delas.
Assim que abraçámos o projecto, fiquei muito entusiasmada, pois, para além de estar a dar a mão a alguém que precisa de mim e nem sonha o quanto, iria fazer uma coisa que adoro desde pequena, estar com crianças.
Desde logo tivemos imensas ideias e o nosso projecto ganhou forma rapidamente. Estávamos desejosas de pôr mãos á obra e não tardámos a fazê-lo.
A primeira ida ao refúgio marcou-me bastante. Foi o nosso primeiro contacto directo com a instituição e também com uma realidade diferente da que estamos habituadas a vivenciar no dia-a-dia. Talvez tenha sido aí que sentimos a importância que o trabalho iria ter, e tivemos a consciência que não estaríamos a fazer mais um mero trabalho de escola, mas sim um trabalho que devíamos ter começado há mais tempo e quem sabe prolongá-lo futuramente o mais possível.
Confesso que nem tudo correu como prevíamos. Não por culpa nossa mas sim por estarmos a trabalhar com uma instituição com uma metodologia organizada e bastante preenchida o que, por vezes, nos dificultou a realização das tarefas planeadas e o cumprimento dos prazos estabelecidos.
Contudo, o balanço é bastante positivo. Ganhámos de certa forma uma nova casa, uma nova família, guardámos sorrisos, gargalhadas, mordidelas e abraços. Abraços que não se trataram de mais uns abraços, mas sim aqueles que nos fizeram sentir que realmente um Mundo de Afectos é tão fácil de construir como erguer os braços, abrir o coração, esboçar um sorriso e sentir por fim o nosso dever cumprido.
É realmente difícil explicar em tão poucas palavras o que significaram estes sete meses para mim. Nunca pensei aprender tanto com estas crianças.
Cresci bastante enquanto pessoa; mais ainda quando me chamavam mãe tendo eu os meus jovens dezassete anos. É uma experiência que jamais irei esquecer.
Vou ter saudades…
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