segunda-feira, 31 de maio de 2010
Ana Melo
Chegámos ao fim deste projecto, projecto que teve as suas complicações e dificuldades, mas sempre uma motivação, contribuir para um Mundo de Afectos. Porque no fim pensamos sempre no início, recordo o que nos moveu para esta causa: querer fazer a diferença, deixar uma marca e colaborar com o refúgio para ajudar estas crianças a terem uma vida melhor, o que nos move para continuar, continuar esta luta de afectos, que infelizmente escasseiam neste mundo, neste pequeno mundo – Refugio, neste grande mundo – Planeta Terra. Aparentemente uma acção insignificante nesta escala, mas na verdade teve grande significado, nem que seja para nós, pelo menos para mim, que cresci como pessoa, como já tive oportunidade de dizer uma experiencia inolvidável para a qual todas as palavras são poucas. Mas, acredito sobretudo no significado que a nossa acção teve nas crianças, pois de outro modo não faria sentido este projecto, e por acreditar nisso classifico este trabalho como uma excelente iniciativa com resultados, como uma educadora o caracterizou: “um trabalho palpável”. Sei que provavelmente daqui a uns anos as crianças não se recordaram de mim, mas o voluntariado e assim mesmo: dar sem esperar receber nada
Revejo assim todo o tempo que passei com aquelas crianças e penso no sentido que acrescentaram à minha vida, questionando-me se faria agora sentido sem elas, pondo em hipótese continuar este projecto, esta mudança – Por Um Mundo de Afectos.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Patrícia
Se há coisas que as palavras nunca conseguem descrever, a sensação de fazer voluntariado é uma delas.
Assim que abraçámos o projecto, fiquei muito entusiasmada, pois, para além de estar a dar a mão a alguém que precisa de mim e nem sonha o quanto, iria fazer uma coisa que adoro desde pequena, estar com crianças.
Desde logo tivemos imensas ideias e o nosso projecto ganhou forma rapidamente. Estávamos desejosas de pôr mãos á obra e não tardámos a fazê-lo.
A primeira ida ao refúgio marcou-me bastante. Foi o nosso primeiro contacto directo com a instituição e também com uma realidade diferente da que estamos habituadas a vivenciar no dia-a-dia. Talvez tenha sido aí que sentimos a importância que o trabalho iria ter, e tivemos a consciência que não estaríamos a fazer mais um mero trabalho de escola, mas sim um trabalho que devíamos ter começado há mais tempo e quem sabe prolongá-lo futuramente o mais possível.
Confesso que nem tudo correu como prevíamos. Não por culpa nossa mas sim por estarmos a trabalhar com uma instituição com uma metodologia organizada e bastante preenchida o que, por vezes, nos dificultou a realização das tarefas planeadas e o cumprimento dos prazos estabelecidos.
Contudo, o balanço é bastante positivo. Ganhámos de certa forma uma nova casa, uma nova família, guardámos sorrisos, gargalhadas, mordidelas e abraços. Abraços que não se trataram de mais uns abraços, mas sim aqueles que nos fizeram sentir que realmente um Mundo de Afectos é tão fácil de construir como erguer os braços, abrir o coração, esboçar um sorriso e sentir por fim o nosso dever cumprido.
É realmente difícil explicar em tão poucas palavras o que significaram estes sete meses para mim. Nunca pensei aprender tanto com estas crianças.
Cresci bastante enquanto pessoa; mais ainda quando me chamavam mãe tendo eu os meus jovens dezassete anos. É uma experiência que jamais irei esquecer.
Vou ter saudades…
Marta
No geral, penso que o projecto foi bem sucedido e correu bastante bem. Apesar de não termos concretizado todos os projectos que inicialmente tinhamos planeado, penso que a nível de carinho e afectos demos o nosso melhor. Relativamente à recolha de bens, tivemos bastante sucesso, pois angariamos muitos livros, roupas e brinquedos.
Na minha opinião, este projecto foi e está a ser uma grande experiência, e é realmente gratificante receber um sorriso doce e verdadeiro em troca de algo tão simples como um beijo ou colo.
Andreia
Este projecto foi escolhido com o consenso de todos os elementos do grupo.
No geral, acho que, o projecto foi bem conseguido, apesar de alguns conflitos no meio, o que é normal num grupo, pois as opiniões divergem. O projecto genericamente correu bastante bem, com alguns desentendimentos, como já tinha sido referido, mas tudo como previsto.
Relativamente aos resultados obtidos e esperados acho que superámos as expectativas, por vezes, em certos momentos não esperava realizar, passar pelas experiências que passei. Quanto ao voluntariado, algo que nunca tinha feito, foi uma experiência que gostei bastante e que é seguramente para repetir.
Para terminar, em relação às experiências com as crianças, é algo que nunca mais vou esquecer, pois é uma experiência única que só quem passa por elas é que sabe dar o valor ao carinho, afecto, dedicação, atenção que cada uma daquelas crianças precisa.
Francisca
Visto o tema voluntariado ter vindo a tornar-se cada vez mais importante e necessário no mundo actual, resolvemos desenvolver este projecto no Refúgio Aboim Ascensão, onde pudéssemos ajudar todas as crianças que mais precisassem do nosso apoio e, principalmente, carinho.
Ao nível do trabalho realizado no nosso projecto, penso que, no geral, tudo correu bem e como esperado, tirando alguns inconvenientes que conseguimos sempre superar. Houve algumas discrepâncias a nível de empenho e trabalho realizado entre os elementos do grupo, havendo uns que trabalharam mais e outros que trabalharam menos.
Pessoalmente, gostei muito de ter a oportunidade de trabalhar com estas crianças, pois para além de nunca ter tido oportunidade de trabalhar previamente dentro do tema de voluntariado, aprendi e vivi momentos com elas das quais nunca me irei esquecer.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Doação e Surpresa
Hoje, dia 24 de Maio e por ser Segunda-feira, deslocámo-nos como sempre ao Refugio Aboim Ascensão. Desta vez acompanhadas também pelo Nuno para efectuar a doação dos bens recolhidos ao longo do ano lectivo através de campanhas de angariação.
Aproveitámos a ocasião para fazer uma pequena surpresa ás diferentes crianças, oferecendo-lhes bolas para que pudessem brincar. Todos gostaram bastante do presente e nós sentimo-nos bastante gratas pelos sorrisos que guardamos ao vê-los brincar.
Um episódio
Regressavam agora à casa cor-de-rosa dois a dois de mãos dadas e felizes por visitar uma escola de "pessoas grandes". Um deles, após ter olhado para a fachada da nossa escola como quem olha para um gigante com atenção, pensou uns segundos, olhou para mim e perguntou: “onde é o teu quarto?”
Sem palavras, mudei de assunto; a conversa continuou e o Manuel continuou sem perceber que era um caso especial dos meninos da sua idade e que a minha escola não era também a minha casa de todas as horas. Mas ainda hoje estivemos novamente juntos. Continua despreocupado… crescendo todos os dias e desejando um dia poder ocupar a escola “das pessoas grandes”, apesar de já o ser, como costuma dizer.
Semana de Área de Projecto
Inicialmente, tínhamos em mente fazer uma palestra no auditório da escola para dar a conhecer as nossas iniciativas durante o ano e demonstrar o resultado final do nosso projecto. Porém, mudámos de ideias e realizámos uma exposição de quadros pintados pelas crianças do Refúgio, sendo que convidámos as mesmas e membros representantes da Instituição a deslocarem-se à nossa escola, a fim de terem conhecimento da nossa iniciativa. Deste modo, montámos um espaço junto da Associação de Estudantes da nossa escola e criámos condições para as crianças brincarem e fazerem diferentes jogos e actividades. Os diversos elementos do grupo foram divididos, ficando cada um encarregue de um grupo de crianças. Disponibilizámos jogos tradicionais, improvisados por nós com materiais reciclados, puzzles, desenhos, histórias, e ainda tivemos a oportunidade de levar as crianças a assistirem a um desfile canino organizado por outro grupo. Em simultâneo esteve em exibição um slide com fotografias das nossas iniciativas e voluntariado no refúgio, assim como frases por nós escritas com a reflexão desta enorme experiência.
Consideramos o nosso desempenho na semana de área projecto como positivo uma vez que, retomando a verdadeira essência do nosso projecto, é um trabalho a nível afectivo e de voluntariado com resultados práticos e visíveis, e foi isso mesmo que nós fizemos, mostrar à comunidade o nosso relacionamento e envolvimento com este projecto, em particular com esta instituição e sobretudo com aquelas crianças que fazem hoje parte das nossas vidas.
terça-feira, 4 de maio de 2010
A Primavera da Infância
- (Orientadoras: Ana Melo, Marta e Patrícia)