quarta-feira, 24 de março de 2010

Venda de Rifas - Mercado Municipal











Ontem, dia vinte e três de Março, saímos da aula de Área de Projecto rumo ao Mercado Municipal de Faro de modo a angariar fundos, vendendo rifas, para mais tarde doar á instituição.


No fundo, rifas não vendemos muitas, mas conselhos e lições de vida intercaladas por provérbios e rimas de António Aleixo, não faltaram. Acabámos esta missão com um espírito muito satisfatório, pois para além de angariarmos algumas moedas, conseguimos difundir o nosso projecto e perceber assim algumas ideias que circulam na sociedade face a esta temática – o voluntariado.









Doação de Bicicletas

Ainda no dia vinte e dois de Março e por ser segunda-feira, deslocámo-nos á instituição para mais uma sessão de voluntariado.

Desta vez, deparamo-nos com um ambiente diferente do habitual!

Em fila, agrupavam-se setenta e cinco bicicletas por ordem de tamanho. Encontravam-se junto delas o Director da Instituição Luís Villas Boas, a Dr.ª. Alice, um casal de ingleses e ainda um fotógrafo que captava os momentos da doação.

Uns minutos depois, a seguir ao lanche, chegavam em filas os meninos e as meninas das diferentes salas/faixas etárias que mais tarde escolheram um por um a sua bicicleta correspondente.

O pátio encheu-se de alegria! Por entre gargalhadas e sorrisos, pedalavam de um lado para o outro entusiasmadíssimos com as novas bicicletas. Para nós, foi um prazer presenciar este momento! (Patrícia, Marta e Ana Melo)























terça-feira, 23 de março de 2010

Mini-palestra na Escola Básica Afonso III.

Aos vinte e dois dias do mês de Março, deslocámo-nos á Escola Básica Afonso III com o objectivo de dar a conhecer o nosso projecto/campanha de recolha a alguns dos alunos da referida escola. Após uma breve conversa com os alunos de uma turma do 8º ano, deixámos ao encargo da professora Ana Postiga alguns caixotes que estarão disponíveis na escola para eventuais doações efectuadas pelos alunos.

Concluímos esta tarefa satisfatóriamente, sendo que os alunos mostraram interesse pelo nosso projecto/campanha.

Relatório dos Inquéritos realizados

Para melhor compreendermos a realidade social sobre da nossa comunidade escolar decidimos realizar Inquéritos sobre a temática: “Voluntariado e Acção Social” e fazer o seu respectivo tratamento estatístico de análise univariada.


Para tal foram inquiridas 10 turmas, num total de 197 alunos do 10º, 11º e 12º anos. A percentagem de pessoas do sexo feminino e masculino foram similares tendo esta ultima sido um pouco superior. A maior parte dos inquiridos tem dezassete (38,6%) e dezasseis (24,4%) anos.



Aquando a pergunta sobre o eventual conhecimento de alguma (s) instituição(ções) de solidariedade na cidade onde residem 68,0% responderam afirmativamente, com destaque para o “Refúgio” com uma percentagem de 14,2 %, seguindo-se o “Banco Alimentar”, “Refúgio e Casa dos Rapazes” ambos com 5,1% e “Cruz Vermelha” com 3,0%. Nesta questão foi visivel a dispersão de respostas tendo 22,8% mencionado outras instituições.


63,5% nunca visitou nehuma dessas instituições sendo as instituiçoes mais visitadas o Refúgio, o Banco Alimentar, Cruz Vermeha e a Casa dos Rapazes, mas tambem com pouco expressão.



Quanto à temática do voluntariado contactou-se que a maioria dos inquiridos nunca participou numa acção de voluntariado (56,3%) contra os 43,7% que já participaram. Destes apenas uma pequena parte participa regularmente em iniciativas deste tipo (8,1%), sendo o mais comum a participação uma única vez (24,4%). O Banco Alimentar, com 10,2% de taxa de resposta é o motivo que mais pessoas reuniu para o voluntariado.


Verifica-se que muitas pessoas fazem doação de bens (74,1%) em particular bens alimentares, brinquedos e roupas (22,3%).



Em suma, apurou-se que embora a maioria das pessoas tenham conhecimento de diversas instituições na cidade de Faro, poucas foram as que as visitaram e participaram em acções de voluntariado, aqui com destaque para o Banco Alimentar que representa o principal motivo de voluntariado. Contudo, é com agrado que se verifica que a grande maioria dos questionados faz doação de bens em especial bens alimentares, brinquedos e roupas.

quinta-feira, 18 de março de 2010



Entre dia 22 e 26 de Março contamos com a ajuda dos alunos das escolas básicas Afonso III e de Santo António no desenvolver desta campanha!
Colaborem!

terça-feira, 16 de março de 2010


«Voluntário é o indivíduo que presta serviços não remunerados, em benefício da comunidade, actuando como agente de transformação social. Doando o seu tempo e os seus conhecimentos, atendendo não só às necessidades do próximo, como, também, aos imperativos de uma causa. Todo o voluntário é movido por um impulso solidário e por motivações pessoais, sejam de caráter religioso, cultural, filosófico ou emocional. É toda a pessoa que se dispõe, espontânea e desinteressadamente a auxiliar, participar e colaborar com outra pessoa, causa ou entidade, compreendendo a importância de doar o seu trabalho em benefício de um grupo menos favorecido. Toda a sua conduta está baseada nos sentimentos de solidariedade, caridade e amor ao próximo. Os valores e princípios básicos que norteiam a conduta do voluntário são a sua responsabilidade, o seu empenho e a sua ética.»

Após uma primeira impressão e contacto com o Refúgio Aboim Ascensão, iniciámos na última semana uma nova fase na nossa acção de voluntariado.

Orientadas por uma das funcionárias, estipulámos continuar a realizar voluntariado, passando agora a exercer um estatuto mais elevado, o que nos permite o desenvolvimento do nosso projecto essencialmente a nível prático, isto é, na realização das actividades inícialmente propostas no guião de projecto.





segunda-feira, 1 de março de 2010

Reflexões..


Corria o corredor cor-de-rosa que se desenha em curvas rectilíneas e já ouvia o gargalhar das vossas bocas e o lacrimar dos vossos olhos. Cortasse-me o coração ao ver-vos chorar e o mesmo acontece quando são cinco e meia e tenho de me vir embora. Hoje já me conhecem a voz, já choram quando me vou embora e correm para o meu colo assim que me sento no chão; respiram fundo quando lhes faço festinhas do nariz e lhes sussurro no ouvido "não chora bebé"..
Amo como se fossem meus irmãos as crianças que tenho em mãos; mas amo mesmo. Se pudesse, tinha uma casa grande com uma piscina de bolas gigante para as ver rir a toda a hora! oh, quem me dera ter uma casa grande..

Patrícia, 1 de Março de 2010

(faixa etária: 0-17 meses)


Tive quatro experiências diferentes, mas todas elas gratificantes.
Fui recebida com olhares curiosos, mas sempre com sorrisos largos. Por entre escorregas, lanches, triciclos, bicicletas, correrias, sorrisos, alegria, plasticina, livros e brinquedos fui convivendo com algumas daquelas crianças com histórias de vida que fogem da realidade a que todos nós estamos habituados.
Logo com a primeira visita, consegui perceber a carência afectiva daquelas crianças e a diferença que um simples beijo na face, um abraço ou um colo podem fazer.
Percebi que é realmente uma grande experiência dar algo tão simples como um afecto a quem tanto precisa e receber em troca um sorriso verdadeiro e inocente.

Marta Piscarreta

(período em que ocupou salas com diferentes faixas etárias)


Nas minhas idas ao refúgio, tenho-me divertido e aprendido muito com as crianças. É curioso como podem ser tão novos e terem tanto para ensinar.
Uma das experiências que mais gostei foi, tanto na sala dos mais pequenos como na sala dos mais crescidos, os desenhos e os trabalhos manuais que eles faziam. É também muito importante frisar o trabalho que as educadoras e auxiliares exercem, visto que é um trabalho muito cansativo.
Tenho gostado muito desta experiência e espero poder continuar, mesmo depois do ano lectivo acabar , a contribuir de todas as formas possíveis para o bom funcionamento do refugio e, em particular, para a felicidade das crianças.

Francisca Coutinho

(período em que ocupou salas com diferentes faixas etárias)

Uma vivência que já mais vou esquecer.

Do lado de fora, não temos noção do que é aquela casa “cor-de-rosa”, um conjunto surpreendente de pessoas, desde psicólogos, às educadoras, às funcionárias, aos colaboradores, aos voluntários, todos fazem o seu melhor, para que aquelas crianças tenham uma vida melhor, uma vida que jamais teriam oportunidade de ter. Aquele refugio, a casa e a família de todos, a vida de muitos.

Esta experiência insubstituível e inexplicável, para qual não tenho palavras, mas que por mim se descreve num momento: Após um comportamento menos próprio e indisciplinado por parte de uma criança, já com 6 anos, é repreendido pela educadora de infância, a qual lhe explica que aquela não é a solução e que não se deve agir daquele modo, dizendo-lhe incansavelmente como deveria proceder. No entanto o olhar disperso e revoltado no rosto daquela criança era evidente. A sua educadora agarra-lhe docilmente na cara e olhos nos olhos com uma força interior inquestionável diz-lhe: “Não entendes? Eu faço isto porque te amo. Eu Amo-te!”. Algo que me marcou…

Não tenho dúvidas se há motivos pelos quais devemos viver, este é um deles. Não para ver as razões pelas quais aquelas crianças precisam de lá estar, mas para ver que estão lá, por mais verdade que seja que não deviam necessitar, infelizmente precisam, e felizmente têm essa oportunidade, a oportunidade de ter uma vida melhor ou simplesmente uma Vida.

Mas, por mais palavras que use a verdade é que jamais serão caracterizadoras do que vivi e muito menos substituíveis, substituíveis por um Sorriso, por um Abraço, por uma Imagem, por Um Mundo de Afectos.

Ana Melo

(Faixa Etária: 5 - 6 anos)

"Aquelas gargalhadas, aqueles momentos únicos!"

"Choros, risos, dentadas, empurrões..." Tudo momentos que só quem passa por eles consegue perceber o quanto aquelas crianças precisam de alguém que lhes dê afecto.

Andreia Pires

(faixa etária: 2-3 anos)